Colesterol alto é uma das condições mais comuns da vida adulta e, ao mesmo tempo, uma das mais silenciosas. Na maioria das vezes, a pessoa se sente bem, não tem dor nem sinal nenhum, e só descobre o problema ao fazer um exame de sangue. Por isso, o colesterol alto é um fator de risco importante para infarto e AVC e merece atenção mesmo quando “não está sentindo nada”.

Neste guia você vai entender o que é o colesterol, quando fazer o exame, como se preparar, como ler o resultado e o que ajuda a controlá-lo.

Conteúdo do artigo

Tubos de coleta de sangue vazios organizados em um laboratório de análises clínicas
O perfil lipídico é feito a partir de uma simples coleta de sangue.

1. O que é colesterol e por que ele importa

O colesterol é um tipo de gordura presente em todas as células do corpo. Ele é necessário para produzir hormônios, vitamina D e as membranas das células. O problema não é ter colesterol, e sim ter em excesso, principalmente do tipo “ruim”.

Parte do colesterol vem da alimentação, mas a maior parte é produzida pelo próprio fígado. Por isso, mesmo quem come “direitinho” pode ter colesterol alto, principalmente quando há herança familiar.

2. Colesterol alto dá sintomas?

Na grande maioria dos casos, não. Dor de cabeça, cansaço ou tontura não são sinais confiáveis de colesterol alto. Só o exame de sangue mostra.

Em situações específicas, principalmente quando o colesterol é muito elevado desde cedo (como na hipercolesterolemia familiar), podem aparecer sinais visíveis:

As consequências do colesterol alto, como infarto, AVC e dor no peito ao esforço, costumam aparecer anos depois, quando a doença já está avançada.

Atenção: dor no peito, falta de ar intensa, fraqueza súbita de um lado do corpo, dificuldade para falar ou desvio da face exigem atendimento de urgência. Procure um pronto-socorro ou ligue para o SAMU (192).

3. Quando fazer o exame de colesterol

Como não há sintomas, a dosagem periódica é a forma de descobrir. Em geral, recomenda-se começar a partir dos 20 anos de idade, repetindo no intervalo que o médico indicar. A avaliação deve ser mais cedo e mais frequente quando houver:

Crianças e adolescentes com histórico familiar importante também podem precisar de avaliação. Nesses casos, a decisão é do pediatra.

4. Quais exames avaliam o colesterol

O exame principal é o perfil lipídico (também chamado de lipidograma), feito com uma coleta de sangue. Conforme o caso, o médico pode pedir exames complementares.

Médico conversando com paciente durante consulta e analisando resultados de exames
O resultado deve ser interpretado pelo médico, junto com seu risco cardiovascular.
ExameO que avaliaPara que serve
Colesterol totalSoma do colesterol de todas as partículasVisão geral do perfil lipídico
LDLColesterol “ruim”Principal alvo do tratamento
HDLColesterol “bom”Níveis baixos aumentam o risco cardiovascular
Colesterol não HDLTodas as partículas que podem formar placasÚtil, inclusive, quando os triglicerídeos estão altos
TriglicerídeosGordura circulante no sangueRisco cardiovascular e de pancreatite
Glicemia e hemoglobina glicadaAçúcar no sangueDiabetes altera o perfil lipídico e o risco do paciente
TSHFunção da tireoideO hipotireoidismo pode elevar o colesterol
Creatinina e urina tipo 1Função dos rinsDoenças renais podem alterar os lipídios
TGO, TGP e GGTFígadoAvaliação antes e durante alguns tratamentos
CPKEnzima muscularInvestigar dores musculares em quem usa medicamentos para colesterol
Lipoproteína (a) e apolipoproteína BPartículas específicas de gorduraRefinam o risco em casos selecionados, a critério médico

Dependendo do caso, o médico também pode solicitar exames para avaliar o coração e as artérias, como eletrocardiograma, teste ergométrico ou escore de cálcio coronariano.

5. Como se preparar para o exame

Hoje, na maioria das situações, o jejum não é obrigatório para dosar o colesterol, mas a orientação pode variar conforme o laboratório e o pedido médico. Quando os triglicerídeos estão muito altos, o médico pode pedir a repetição em jejum. Por isso, confirme sempre o preparo ao agendar.

6. Como interpretar o resultado

Os valores abaixo são referências gerais para adultos segundo as diretrizes cardiológicas brasileiras. Eles podem variar conforme o laboratório e a diretriz em vigor, então use sempre a referência impressa no seu laudo.

ExameValor de referência para adultos
Colesterol totalAbaixo de 190 mg/dL
HDLAcima de 40 mg/dL
TriglicerídeosAbaixo de 150 mg/dL em jejum (abaixo de 175 mg/dL sem jejum)
LDL e colesterol não HDLA meta é individual e depende do risco cardiovascular da pessoa

Um ponto importante: o mesmo valor de LDL pode ser aceitável para uma pessoa e alto demais para outra. Quem já teve infarto ou AVC, tem diabetes ou histórico familiar forte precisa de metas mais rigorosas. Por isso, o resultado deve sempre ser avaliado pelo médico.

7. Principais causas e fatores de risco

Fatores que dependem do estilo de vida

Fatores genéticos e médicos

8. Como controlar o colesterol

O tratamento combina mudanças de hábitos e, quando necessário, medicamentos. Os hábitos valem para todo mundo e potencializam qualquer tratamento.

Prato com legumes, frutas, grãos integrais e peixe, exemplo de alimentação saudável para o coração
Alimentação rica em fibras e pobre em gorduras ruins ajuda a controlar o colesterol.

Chás, “água de berinjela” e outros remédios caseiros não substituem o tratamento. Qualquer produto natural ou suplemento deve ser avisado ao médico.

Assista ao vídeo a seguir para entender melhor o que é o colesterol e como controlá-lo:

9. Perguntas frequentes

Colesterol alto tem cura?

Na maioria dos casos, o colesterol alto é controlado, não curado. Com bons hábitos e, se necessário, medicamentos, é possível manter os níveis na meta por toda a vida. Quando a causa é uma doença tratável, como o hipotireoidismo, tratá-la pode normalizar o colesterol.

Preciso de jejum para fazer o exame de colesterol?

Na maioria das situações, não é obrigatório. Mas o preparo pode variar conforme o laboratório e o pedido médico, então confirme ao agendar.

Qual médico devo procurar para colesterol alto?

Comece pelo clínico geral ou médico de família. Dependendo do caso, ele pode encaminhar para cardiologista ou endocrinologista.

Colesterol alto pode ser hereditário?

Sim. Na hipercolesterolemia familiar, o colesterol é muito elevado desde cedo, mesmo em pessoas magras e com boa alimentação. Se há casos de infarto precoce ou colesterol muito alto na família, avise o médico.

Posso comer ovo se tenho colesterol alto?

O consumo de colesterol da alimentação influencia menos do que se pensava. Ainda assim, a quantidade ideal depende do seu caso, e o médico ou o nutricionista podem orientar. Mais importante do que cortar um alimento isolado é reduzir gorduras saturadas, trans e ultraprocessados.

Magro pode ter colesterol alto?

Pode. Genética, tireoide, alimentação e outros fatores influenciam. Peso normal não dispensa o exame.

De quanto em quanto tempo devo repetir o exame?

Depende da idade, do risco cardiovascular e do resultado anterior. Quem trata o colesterol costuma repetir com mais frequência para avaliar a resposta. O médico define o intervalo ideal para você.

Colesterol alto dá sintoma?

Quase nunca. Por isso o exame de sangue é a única forma segura de saber.

10. Conclusão

O colesterol alto não avisa, mas é fácil de detectar e tratável. Um exame de sangue simples, feito no momento certo, pode evitar infartos e AVCs no futuro. Se você tem mais de 20 anos, nunca dosou o colesterol ou está com o exame atrasado, vale conversar com seu médico e atualizar o perfil lipídico.

Se tiver um pedido médico, agende sua coleta no Laboratório Vitalab e leve o resultado para sua consulta de retorno.

Aviso: este conteúdo tem caráter exclusivamente informativo e educativo e não substitui consulta, diagnóstico ou tratamento médico. Somente um profissional de saúde pode avaliar seu caso e indicar os exames e o tratamento adequados.

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